sábado, 17 de agosto de 2013

Landeau chocolate

Alimento para a alma!

Assim que chegamos à porta vemos imediatamente que nos espera um bolo famoso. As óptimas críticas de pessoas e revistas de renome a classificam-no como o melhor bolo de chocolate de Lisboa.
Eu não consigo seleccionar o melhor bolo de chocolate de Lisboa, e muito menos o melhor bolo de chocolate do mundo. Como fã incontestável de chocolate posso apenas escolher os 3 ou 4 melhores bolos de chocolate de Lisboa, porque acho que os há em quantidade suficiente para satisfazer os desejos de chocolate de cada dia... E o bolo de chocolate da Landeau está seguramente entre os seleccionados.
Entramos num espaço muito convidativo, amplo, luminoso e bem decorado! Dirigimo-nos ao antigo armário de arquivo que agora é o balcão que separa a sala da cozinha. Em cima do balcão está uma pilha de livros sobre o tema do espaço: o chocolate, e o menu. Não foi difícil a escolha, uma fatia do único bolo que compõe o menu, dois garfos para partilhar, e um chá gelado.
Arrastamos os velhinhos bancos de metal, e ocupamos dois lugares na mesa imensa que ocupa o espaço central da sala, convidando os visitantes a sentarem-se em redor. A mesa, é um sonho! Está coberta de revistas para todos os gostos e feitios, convidando a alimentar não só o corpo como também a alma. Ao centro um ramo de hortênsias azuis sustentadas por um bule – para mim flores deveriam ser elemento obrigatório em qualquer mesa, e claro velas!



Olhando em redor vemos que a estrutura industrial do espaço é temperada com elementos de outros tempos, vê-se uma secretária saída de uma antiga sala de aula, lousãs, brinquedos, balanças, malas... Diversas mais hortênsias ponteiam a sala. A homenagem ao chocolate é feita através de diversos pormenores, entre os quais a sábia frase "If nothing else works, try chocolate cake!".
Chega o bolo, de um chocolate negro intenso, de uma textura deliciosamente nova, não é mousse não é bolo...é fresca, cremosa, suave e densa, terminando com cacau polvilhado por cima. Tudo o que poderíamos desejar quando a vontade de comer chocolate aperta. Para saborear garfada a garfada, explorando a sensação de êxtase que cada uma nos proporciona.



Deu perfeitamente para partilhar, enquanto conversávamos conversas ligeiras, folheávamos revistas e divagávamos o olhar pelo espaço...uma perfeita sensação de bem estar. Saímos de alma satisfeita!

Ideal para: lanchar
Com: só, a dois ou em grupo
Comes & bebes: bolo de chocolate
Mood: chocolate calling, friend's tea party
Coordenadas: Lx Factory
Budget: 3,5€ (fatia)


Landeau Chocolate

Lx Factory - Rua Rodrigues Faria, 103
917278939
Chocolate@landeau.pt
www.landeau.pt
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horário: Terça a Sábado das 12h às 19h / Domingo das 13h às 19h

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Arco de Luz

Até dia 18 de Agosto, o Arco da Rua Augusta ganha vida através de um espectáculo de luz, cor e som, que nos conta os feitos de cada uma das personagens ali representadas.

Uma bela maneira de aprender história e uma óptima desculpa para passar o serão ao ar livre!


É gratuito. Há três sessões diárias: 21h30, 22h30 e 23h30.


Aproveitem!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quiosque Holy Crepe

Crepes à sombra!

Com os dias quentes surge a vontade de voltar a ser nómada, sair de casa em direcção à próxima praia, viver numa cabana à beira mar, dormir embalado numa cama de rede, saltar de sítio em sítio em busca de uma nova brisa. Como tal não é possível, engano essa vontade saltando de sombra em sombra, esplanada em esplanada, jardim em jardim...
Uma dessas esplanadas pertence ao Quiosque Holy Crepe. Situada no jardim da Assembleia (oficialmente chamado Jardim Lisboa Antiga), debaixo de duas grandes árvores que nos acolhem na sua imensa e fresca sombra, a brisa corre e o ponteado de luz que trespassa a espessa folhagem dá-nos a agradável sensação de Verão.
A esplanada e o quiosque estão perfeitamente camuflados na vegetação com os seus tons de verde. Da nossa posição camuflada conseguimos mirar a Assembleia e os eléctricos que a atravessam incansavelmente, as belas casas e palacetes da Lapa, e todo o jardim que nos rodeia com a estátua robusta e alva ao seu centro que dá proteção a quem por cá passeia.



A comida que aqui se serve é leve, tal como se pretende no Verão! Como o nome indica a especialidade são os crepes que são efectivamente sagrados! Existem 4 a 5 sugestões de crepes salgados, das quais me é muito difícil resistir ao São Francisco Xavier, que contém: frango, farinheira, laranja, rúcula e molho de iogurte e mostarda.
Também já optei várias vezes pelo Madre Teresa de Calcutá: pasta de atum em molho de caril e canela, ao que acrescentei rúcula. Combinação de sabores muito especial que nos transporta a paragens distantes.
Para os mais inspirados há sempre a possibilidade de escolherem os ingredientes que compõem o seu crepe, dos mais diversos queijos, enchidos, legumes, frutas e molhos...certamente encontrarão os ingredientes necessários às composições mais exigentes!
E para quem não se deixa encantar por crepes, há as empanadas deliciosas e saladas.




Para sobremesa há crepes também, nós escolhemos um Baltazar (recheado e a transbordar de nutella) com morangos...penso que a foto diz tudo!
Mais pormenores que convidam à estadia prolongada neste simpático Quiosque:
- a happy hour: pague 2 leve 3 imperais
- free wifi, não é todos os dias que podemos surfar num jardim
- mantinhas para confortar nos dias mais frescos
- e para quem goste, transmissão de jogos de futebol

Ideal para: dias de sol
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: crepes
Mood: esplanada, jardim, open air
Coordenadas: Assembleia
Budget: < 5€ crepe


Quiosque Holy Crepe
Quiosque Jardim Lisboa Antiga – Rua dos Industriais
1200 Lisboa
213978543
quiosque.holycrepe@gmail.com
Facebook

horário: Domingo a Segunda das 12h às 23h / Sexta e Sábado das 12h às 02h

domingo, 11 de agosto de 2013

OUT JAZZ - parte II

Com o desafio de ir até à Graça ouvir música ao pôr-do-sol, todo um plano foi posto em acção. Começámos por apanhar o eléctrico 28 no Largo de Camões, que nos levou encosta acima ao encontro do Castelo, qual montanha russa! Mudanças de direção bruscas e todo o abanar da estrutura amarela, apanhavam os mais pequenos passageiros de surpresa (e susto) e mantinham-nos em alerta toda a viagem. Não saímos aquando do aviso "Castelo!" – única palavra pelo condutor pronunciada durante toda a viagem...Deixámo-nos seguir por entre ruas estreitíssimas por onde o eléctrico habilmente circulava.Saltámos na voz do Operário.


A música ouvia-se ao longe, através do largo estranhamente sereno, vazio da sua feira da ladra...Surgem as árvores e as pessoas sentadas, deitadas à sombra delas, percorremos os trilhos até à origem do som, onde finalmente encontramos o DJ com o rio Tejo como plano de fundo. Depois de tantas visitas à feira da ladra penso "como é possível não me ter deparado antes com este tão farto e extenso jardim?!".

Vêm a loiras e dedicamo-nos ao relaxe, não permitindo este ambiente qualquer outra opção...E olho em redor e fico feliz por ver como é que um evento destes é capaz de reunir tantas pessoas de diferentes idades e géneros, como é capaz de trazer tanta vida a locais que a uma qualquer Sexta-feira caem no doce sossego do esquecimento.


Hoje há mais no Parque Eduardo VII a partir das 17h. Bom Domingo!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

OUT JAZZ

Programa para começar o fim-de-semana em grande: Meo Out Jazz Sexta-Feira ao final da tarde.
 
Saltitando de recanto em recanto Lisboeta, o Out Jazz vai nos obrigando a ir desvendando os segredos da cidade. O som é jazz, o ambiente mais descontraído não poderia ser, sentados na relva, nas escadas ou no chão – dependendo do espaço onde se realiza, a plateia atenta desfruta de um concerto de jazz ao vivo acompanhado de muita conversa, muito convívio e muita cerveja! Após o concerto segue-se o DJ set que prolonga o evento até à hora de jantar.

 


Hoje no jardim da Feira da Ladra! E no Domingo há mais no Parque Eduardo VII…

O Meo Out Jazz realiza-se de Maio a Setembro todas as Sextas e Domingos. O local dos concertos de Sexta varia todas as semanas, já ao Domingo cada mês tem um Jardim específico, e Agosto é a vez do Parque Eduardo VII.

Vejam a agenda completa no site e adicionem no facebook para irem recebendo lembretes e verem as fotos ;) 

Bom fim-de-semana!

Cantina das Freiras

Um Santo almoço!

Poderia começar com a bela expressão "um jardim à beira mar plantado", mas neste caso o mais apropriado será um terraço à beira rio plantado. Assim é a Cantina das Freiras um dos mais bem guardados segredos do Chiado.
Chegamos à Travessa do Ferragial, procuramos o número 1 – desconfio que seja o único número desta pequena rua, e subimos um vão de escadas, outro se seguiu, e outro ainda,...quando o fôlego começa a faltar, ouve-se o tilintar de talheres e vozes abafadas. Chegámos! Olhamos para o menu, e hoje não há sardinhas porque não é Quarta-feira. Vamos para a fila e avaliamos o aspecto das três opções de hoje. "Para os croquetes têm de esperar um bocadinho que estão a fritar", assim fizemos. Servidos os croquetes com arroz de cenoura e salada, eu acrescento-lhe um gaspacho, e a minha gémea de nome escolhe a gelatina. Temos assim os menus completos, pegamos no tabuleiro (não fosse estarmos nós numa cantina) e dirigimo-nos à principal atracção: o terraço!


Definitivamente vale a pena esperar por um lugar ao sol! Quando encontrámos o nosso começaram as fotos em redor. De um lado vemos a ponte e o Cristo Príncipe (que o Rei está no Brasil), os incansáveis cacilheiros dão movimento à paisagem digna de um postal. Por entre telhados, casas e casinhas, encontramos também casonas...quais jardins privados à beira rio plantados, jardins tais que permitem pequenas fontes, árvores e imensos arbustos e trepadeiras em flor que trazem o verde à cidade. Brincamos ao "se me saísse o euromilhões..." e escolhemos qual a casa que compraríamos, desfrutamos dos minutos de sonho que este jogo nos proporciona e que justificam por si só o investimento semanal.
A fome aperta, é hora de nos dedicarmos à arte do garfo! O gaspacho estava óptimo e os adicionais croutons, pimentos e cebolas picados, que o simpático rapaz da caixa sugeriu, deram-lhe uma textura especial. Os croquetes caseiríssimos, bem como o arroz de cenoura, concorrência ao nível dos cozinhados da minha avó, e todos nós sabemos que não há melhor cozinheira do que a avó.


Já noutras visitas experimentei os rissóis de peixe, que também são de não deixar escapar. O rapaz italiano ao nosso lado escolheu o bacalhau dourado que deliciosamente dourado parecia.
Esta Cantina está entre os meus sítios favoritos, pelo atendimento honestamente simpático, pela simplicidade do espaço, pela óptima comida caseira, e obviamente, pelo esplendoroso terraço um autêntico retiro em plena urbe!
Infelizmente, apenas está aberta de Segunda a Sexta à hora de almoço o que exige uma escapadinha rápida até à baixa em pleno dia de trabalho...o que torna a experiência ainda mais recompensante.
Podem ver mais fotos no blog da outra Joana.

Ideal para: escapada de almoço
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: comida portuguesa, caseira
Mood: esplanada, terraço, fotossíntese, vista para o Rio
Coordenadas: Chiado (perto do Tágide, Story Tailors)
Budget: 7,5€


Cantina das Freiras
Travessa do Ferragial nº 1
1200-184 Lisboa
213 240 910

horário: de Segunda a Sexta das 11h30 às 15h00

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Oficialmente aberta a época de Banhos de Sol

É verídico, apesar das obras que teimam em não terminar, já foram avistados banhistas no Miradouro do Adamastor!
Está aberta a época dos banhos de sol...num miradouro que se prevê mais belo do que já era com o seu novo anfiteatro alvo, simulando as ondas inóspitas lançadas pelo Adamastor para atormentar os corajosos navegadores Portugueses. Anfiteatro esse que agora está apto a receber ainda mais banhistas amantes dos dedos de prosa e da cerveja fresquinha!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pastelaria Versailles

Por vezes tanto corremos atrás das novidades da cidade que acabamos por negligenciar os clássicos intemporais que já viram passar geração atrás de geração. Sítios estes que generosamente nos proporcionam uma viagem no tempo ao sabor das mais diversas iguarias. Assim, hoje trago-vos o primeiro de uma série de clássicos: a Pastelaria Versailles.
Não há nada como começar o fim de semana como um Rei ou uma Rainha. E assim foi a manhã de Sábado, no meu coche me dirigi à Pastelaria Versailles. Pela porta envidraçada somos transportados a um salão de tectos altos trabalhados iluminados por brilhantes lustres, de um lado o extenso balcão exibe 1001 delícias cuidadosamente alinhadas e iluminadas a transpirar frescura. Do lado oposto estão os eternos frescos e espelhos que dão ao espaço o sentimento de exclusividade.
As mesas estão postas com as toalhas bordô imaculadamente estendidas e pires de açúcares distribuídos. O exército de empregados está reunido ao final do balcão, de camisa branca e colete a combinar com as toalhas das mesas, preparam-se para uma manhã que movimentada será certamente.


Recebe-nos um Sr de bigodes sorridentes, sorriso esse que enuncia por si só todas as palavras de boas-vindas. Vão ser os 2 galões de máquina, um croissant misto e um croissant de creme. Num piscar de olhos chega o pedido acompanhado de um par de talheres, também estes transportando-nos para hábitos de outrora.
Deliciamo-nos. Saímos ainda antes do frenesim de pires, chávenas e cafés – que produz o som tão característico de um café português, ter começado. Antes de vermos diversas gerações partilharem a mesma mesa. Antes dos velhotes que tomam o café ao balcão. Antes de lermos o jornal demoradamente e observarmos o frenesim de pessoas passar por nós. Antes de ouvirmos histórias de como estes e outros sítios eram usados antigamente como locais de estudo e tertúlia pelos jovens intelectuais...
Fica para uma próxima pois daqui somos clientes fiéis.
Pedimos por fim a conta que é apresentada num prato de metal, onde por magia se esconde o troco certo, que surge mal pousamos os nossos tostões.


Ideal para: pequeno-almoço de fim-de-semana
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: pastelaria típica, croissant nas suas variantes, biscoitos russos maravilhosos
Mood: tradicional, viajar no tempo, amazing places
Coordenadas: Saldanha
Budget: 5€ (croissant misto + galão)


Pastelaria Versailles
Avenida da República nº15 A
1050 Lisboa
213546340
versailles.lda@sapo.pt

horário: Segunda a Domingo das 7h30 às 22h00

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estrela da Bica

Disseram-me um dia que tinha aberto um restaurante na Bica que tinha como menu 3 pratos apenas: um de carne, um de peixe e um vegetariano. Que era muito bom e barato, que dava para ir lá jantar quase todos os dias...

Ao fundo da rua da Bica, numa porta que à primeira vista indicaria uma garagem, encontra-se um dos meus restaurantes mais amados, o Estrela da Bica.
Aqui a comida é caseira e o ambiente caseiro é. Uma coleção de cadeiras e mesas de diversas nações convidam-nos a sentar à luz da chávena de café para desfrutarmos de um puro festival de sabores...Mas antes disso o olhar divaga pelo espaço prendendo-se nos diversos detalhes que o compõem, viajamos pelo mapa de cortiça, depois pelos mapas retalhados com percursos de aviões traçados, segue-se o mapa majestoso de outras gerações, as fotos de pessoas dessas gerações, garrafas, flores, balanças, luzinhas... E aterramos finalmente o olhar no quadro onde se lêem as entradas do dia, seguindo-se os quadros da tiborna e do dim sum do dia e para terminar o principal quadro com os manjares principais também eles.


Relativamente ao número de pratos tinha razão a minha amiga vizinha, não são muitos, uns dias 2, outros 3 e já chegaram mesmo a haver 5! Vegetarianos não se assustem, que o prato veggy é entrada obrigatória neste quadro.
Há também a opção de tapear, entre as entradas do dia e um conjunto de entradas e petiscos fixos do menu.

Normalmente, vou para o tradicional manjar completo, começando por um entrada partilhada. Os dim sum de camarão são divinais com o toque invulgar de especiarias e gengibre, o húmus vem acompanhado de palitos torrados e fantástico é, também já experimentei os mexilhões Thai, o queijo de cabra panado com sementes acompanhado de mousse de pimentos e folhas de rúcula...não tenho uma entrada favorita, todas elas muito bem confeccionadas e com combinações de sabores extraordinárias.
Segue-se o prato principal. Cachaço de porco com puré de batata doce, trouxa de bacalhau, hamburgueres de grão, brick de alheira e grelos, rolinhos de frango recheados,...foram alguns dos pratos que já comi por aqui entre tantos outros de que já perdi a conta. Na última visita optei pelos cogumelos portobelo com pesto de tomate seco acompanhados de arroz (que se não me falha a memória seria de frutos secos) e legumes salteados – gosto tanto de pratos em que os vegetais não são esquecidos e são cuidadosamente cozinhados e integrados com os restantes companheiros de prato!


A sobremesa é sempre um ponto alto da refeição, com a sua capacidade de nos elevar ao divino...Este é um dos sítios que nos proporciona tal ascensão! Recordo-me de ter assistido a um dos nossos compinchas amantes do bom prato, ausentar-se para uma outra dimensão só dele e da sua mousse dupla – não fiquem os caros leitores preocupados, pois aquando da última colherada ele regressou à conversa e vida dos comuns mortais. Aconselho definitivamente o Crumble de pêra com pepitas de chocolate (e todos os outros crumbles), o vaso de morangos e o bolo de chocolate com frutos vermelhos e nata que podem ver na foto...Apenas digo hummm...

Curiosos? Podem sempre ver mais algumas fotos no blog de uma amiga e companheira de garfo. Ainda assim nada como experimentar.

A reserva é obrigatória, havendo dois turnos possíveis o das 8h e o das 10h.


Ideal para: todos os dias
Com: quem quiser
Comes & bebes: comida do mundo reinventada e vegetariano
Mood: loud and social
Coordenadas: Bica
Budget: 15€


Estrela da Bica
Travessa do Cabral 33
1200-075 Lisboa
213 473 310

horário: Segunda a Domingo das 16h30 às 23h00

Night train to Lisbon


Ontem o serão foi calmo, cansada para subir e descer as ruas de Lisboa, optei por percorrê-las no ecrã através do Night train to Lisbon.


A minha curiosidade por este filme remonta aos tempos de ERASMUS, onde um dos primeiros livros que li em inglês foi precisamente o Night train to Lisbon. Leitura essa interrompida por uma despedida que me fez oferecê-lo a uma querida amiga onde incluí a minha dedicatória de despedida e o convite a visitar Portugal.

Qual não é a minha surpresa quando este filme entra novamente na minha vida ao alterar a minha rotina bairrista. O meu belo terraço, também chamado de Miradouro de Santa Catarina ou Adamastor, viu-se invadido de actores, e toda a equipa que os segue constantemente. No meu carro deixada a nota de que teríamos de estacionar nas farmácias visto estar a decorrer a rodagem de um filme… 



Ontem foi a noite! E devo confessar que adorei o filme, superou todas as expectativas. Adorei a poesia, as filosofias e questões existenciais com Lisboa como pano de fundo. Imagens de uma beleza fotográfica. As minhas ruas, as casas, os cenários, as personagem, tudo encantador. Temos um país lindíssimo de pessoas lindíssimas!

A beleza de perseguir um instinto, de largar tudo para trás sem pensar em consequências, de ser por momentos livre. De fazer questões inquestionáveis e redescobrir pessoas, passados e segredos. A nossa revolução de que se fala tão pouco, os nossos heróis que foi feito deles?



Filme tipicamente europeu com o ritmo que apenas este tipo de filmes tem, a meu ver perfeito. Para alguns críticos lento ou parado. Mas ainda somos livres de ter a nossa própria opinião :)

http://www.nighttrain-film.com/