sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cantina das Freiras

Um Santo almoço!

Poderia começar com a bela expressão "um jardim à beira mar plantado", mas neste caso o mais apropriado será um terraço à beira rio plantado. Assim é a Cantina das Freiras um dos mais bem guardados segredos do Chiado.
Chegamos à Travessa do Ferragial, procuramos o número 1 – desconfio que seja o único número desta pequena rua, e subimos um vão de escadas, outro se seguiu, e outro ainda,...quando o fôlego começa a faltar, ouve-se o tilintar de talheres e vozes abafadas. Chegámos! Olhamos para o menu, e hoje não há sardinhas porque não é Quarta-feira. Vamos para a fila e avaliamos o aspecto das três opções de hoje. "Para os croquetes têm de esperar um bocadinho que estão a fritar", assim fizemos. Servidos os croquetes com arroz de cenoura e salada, eu acrescento-lhe um gaspacho, e a minha gémea de nome escolhe a gelatina. Temos assim os menus completos, pegamos no tabuleiro (não fosse estarmos nós numa cantina) e dirigimo-nos à principal atracção: o terraço!


Definitivamente vale a pena esperar por um lugar ao sol! Quando encontrámos o nosso começaram as fotos em redor. De um lado vemos a ponte e o Cristo Príncipe (que o Rei está no Brasil), os incansáveis cacilheiros dão movimento à paisagem digna de um postal. Por entre telhados, casas e casinhas, encontramos também casonas...quais jardins privados à beira rio plantados, jardins tais que permitem pequenas fontes, árvores e imensos arbustos e trepadeiras em flor que trazem o verde à cidade. Brincamos ao "se me saísse o euromilhões..." e escolhemos qual a casa que compraríamos, desfrutamos dos minutos de sonho que este jogo nos proporciona e que justificam por si só o investimento semanal.
A fome aperta, é hora de nos dedicarmos à arte do garfo! O gaspacho estava óptimo e os adicionais croutons, pimentos e cebolas picados, que o simpático rapaz da caixa sugeriu, deram-lhe uma textura especial. Os croquetes caseiríssimos, bem como o arroz de cenoura, concorrência ao nível dos cozinhados da minha avó, e todos nós sabemos que não há melhor cozinheira do que a avó.


Já noutras visitas experimentei os rissóis de peixe, que também são de não deixar escapar. O rapaz italiano ao nosso lado escolheu o bacalhau dourado que deliciosamente dourado parecia.
Esta Cantina está entre os meus sítios favoritos, pelo atendimento honestamente simpático, pela simplicidade do espaço, pela óptima comida caseira, e obviamente, pelo esplendoroso terraço um autêntico retiro em plena urbe!
Infelizmente, apenas está aberta de Segunda a Sexta à hora de almoço o que exige uma escapadinha rápida até à baixa em pleno dia de trabalho...o que torna a experiência ainda mais recompensante.
Podem ver mais fotos no blog da outra Joana.

Ideal para: escapada de almoço
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: comida portuguesa, caseira
Mood: esplanada, terraço, fotossíntese, vista para o Rio
Coordenadas: Chiado (perto do Tágide, Story Tailors)
Budget: 7,5€


Cantina das Freiras
Travessa do Ferragial nº 1
1200-184 Lisboa
213 240 910

horário: de Segunda a Sexta das 11h30 às 15h00

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Oficialmente aberta a época de Banhos de Sol

É verídico, apesar das obras que teimam em não terminar, já foram avistados banhistas no Miradouro do Adamastor!
Está aberta a época dos banhos de sol...num miradouro que se prevê mais belo do que já era com o seu novo anfiteatro alvo, simulando as ondas inóspitas lançadas pelo Adamastor para atormentar os corajosos navegadores Portugueses. Anfiteatro esse que agora está apto a receber ainda mais banhistas amantes dos dedos de prosa e da cerveja fresquinha!


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pastelaria Versailles

Por vezes tanto corremos atrás das novidades da cidade que acabamos por negligenciar os clássicos intemporais que já viram passar geração atrás de geração. Sítios estes que generosamente nos proporcionam uma viagem no tempo ao sabor das mais diversas iguarias. Assim, hoje trago-vos o primeiro de uma série de clássicos: a Pastelaria Versailles.
Não há nada como começar o fim de semana como um Rei ou uma Rainha. E assim foi a manhã de Sábado, no meu coche me dirigi à Pastelaria Versailles. Pela porta envidraçada somos transportados a um salão de tectos altos trabalhados iluminados por brilhantes lustres, de um lado o extenso balcão exibe 1001 delícias cuidadosamente alinhadas e iluminadas a transpirar frescura. Do lado oposto estão os eternos frescos e espelhos que dão ao espaço o sentimento de exclusividade.
As mesas estão postas com as toalhas bordô imaculadamente estendidas e pires de açúcares distribuídos. O exército de empregados está reunido ao final do balcão, de camisa branca e colete a combinar com as toalhas das mesas, preparam-se para uma manhã que movimentada será certamente.


Recebe-nos um Sr de bigodes sorridentes, sorriso esse que enuncia por si só todas as palavras de boas-vindas. Vão ser os 2 galões de máquina, um croissant misto e um croissant de creme. Num piscar de olhos chega o pedido acompanhado de um par de talheres, também estes transportando-nos para hábitos de outrora.
Deliciamo-nos. Saímos ainda antes do frenesim de pires, chávenas e cafés – que produz o som tão característico de um café português, ter começado. Antes de vermos diversas gerações partilharem a mesma mesa. Antes dos velhotes que tomam o café ao balcão. Antes de lermos o jornal demoradamente e observarmos o frenesim de pessoas passar por nós. Antes de ouvirmos histórias de como estes e outros sítios eram usados antigamente como locais de estudo e tertúlia pelos jovens intelectuais...
Fica para uma próxima pois daqui somos clientes fiéis.
Pedimos por fim a conta que é apresentada num prato de metal, onde por magia se esconde o troco certo, que surge mal pousamos os nossos tostões.


Ideal para: pequeno-almoço de fim-de-semana
Com: só ou acompanhado
Comes & bebes: pastelaria típica, croissant nas suas variantes, biscoitos russos maravilhosos
Mood: tradicional, viajar no tempo, amazing places
Coordenadas: Saldanha
Budget: 5€ (croissant misto + galão)


Pastelaria Versailles
Avenida da República nº15 A
1050 Lisboa
213546340
versailles.lda@sapo.pt

horário: Segunda a Domingo das 7h30 às 22h00

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estrela da Bica

Disseram-me um dia que tinha aberto um restaurante na Bica que tinha como menu 3 pratos apenas: um de carne, um de peixe e um vegetariano. Que era muito bom e barato, que dava para ir lá jantar quase todos os dias...

Ao fundo da rua da Bica, numa porta que à primeira vista indicaria uma garagem, encontra-se um dos meus restaurantes mais amados, o Estrela da Bica.
Aqui a comida é caseira e o ambiente caseiro é. Uma coleção de cadeiras e mesas de diversas nações convidam-nos a sentar à luz da chávena de café para desfrutarmos de um puro festival de sabores...Mas antes disso o olhar divaga pelo espaço prendendo-se nos diversos detalhes que o compõem, viajamos pelo mapa de cortiça, depois pelos mapas retalhados com percursos de aviões traçados, segue-se o mapa majestoso de outras gerações, as fotos de pessoas dessas gerações, garrafas, flores, balanças, luzinhas... E aterramos finalmente o olhar no quadro onde se lêem as entradas do dia, seguindo-se os quadros da tiborna e do dim sum do dia e para terminar o principal quadro com os manjares principais também eles.


Relativamente ao número de pratos tinha razão a minha amiga vizinha, não são muitos, uns dias 2, outros 3 e já chegaram mesmo a haver 5! Vegetarianos não se assustem, que o prato veggy é entrada obrigatória neste quadro.
Há também a opção de tapear, entre as entradas do dia e um conjunto de entradas e petiscos fixos do menu.

Normalmente, vou para o tradicional manjar completo, começando por um entrada partilhada. Os dim sum de camarão são divinais com o toque invulgar de especiarias e gengibre, o húmus vem acompanhado de palitos torrados e fantástico é, também já experimentei os mexilhões Thai, o queijo de cabra panado com sementes acompanhado de mousse de pimentos e folhas de rúcula...não tenho uma entrada favorita, todas elas muito bem confeccionadas e com combinações de sabores extraordinárias.
Segue-se o prato principal. Cachaço de porco com puré de batata doce, trouxa de bacalhau, hamburgueres de grão, brick de alheira e grelos, rolinhos de frango recheados,...foram alguns dos pratos que já comi por aqui entre tantos outros de que já perdi a conta. Na última visita optei pelos cogumelos portobelo com pesto de tomate seco acompanhados de arroz (que se não me falha a memória seria de frutos secos) e legumes salteados – gosto tanto de pratos em que os vegetais não são esquecidos e são cuidadosamente cozinhados e integrados com os restantes companheiros de prato!


A sobremesa é sempre um ponto alto da refeição, com a sua capacidade de nos elevar ao divino...Este é um dos sítios que nos proporciona tal ascensão! Recordo-me de ter assistido a um dos nossos compinchas amantes do bom prato, ausentar-se para uma outra dimensão só dele e da sua mousse dupla – não fiquem os caros leitores preocupados, pois aquando da última colherada ele regressou à conversa e vida dos comuns mortais. Aconselho definitivamente o Crumble de pêra com pepitas de chocolate (e todos os outros crumbles), o vaso de morangos e o bolo de chocolate com frutos vermelhos e nata que podem ver na foto...Apenas digo hummm...

Curiosos? Podem sempre ver mais algumas fotos no blog de uma amiga e companheira de garfo. Ainda assim nada como experimentar.

A reserva é obrigatória, havendo dois turnos possíveis o das 8h e o das 10h.


Ideal para: todos os dias
Com: quem quiser
Comes & bebes: comida do mundo reinventada e vegetariano
Mood: loud and social
Coordenadas: Bica
Budget: 15€


Estrela da Bica
Travessa do Cabral 33
1200-075 Lisboa
213 473 310

horário: Segunda a Domingo das 16h30 às 23h00

Night train to Lisbon


Ontem o serão foi calmo, cansada para subir e descer as ruas de Lisboa, optei por percorrê-las no ecrã através do Night train to Lisbon.


A minha curiosidade por este filme remonta aos tempos de ERASMUS, onde um dos primeiros livros que li em inglês foi precisamente o Night train to Lisbon. Leitura essa interrompida por uma despedida que me fez oferecê-lo a uma querida amiga onde incluí a minha dedicatória de despedida e o convite a visitar Portugal.

Qual não é a minha surpresa quando este filme entra novamente na minha vida ao alterar a minha rotina bairrista. O meu belo terraço, também chamado de Miradouro de Santa Catarina ou Adamastor, viu-se invadido de actores, e toda a equipa que os segue constantemente. No meu carro deixada a nota de que teríamos de estacionar nas farmácias visto estar a decorrer a rodagem de um filme… 



Ontem foi a noite! E devo confessar que adorei o filme, superou todas as expectativas. Adorei a poesia, as filosofias e questões existenciais com Lisboa como pano de fundo. Imagens de uma beleza fotográfica. As minhas ruas, as casas, os cenários, as personagem, tudo encantador. Temos um país lindíssimo de pessoas lindíssimas!

A beleza de perseguir um instinto, de largar tudo para trás sem pensar em consequências, de ser por momentos livre. De fazer questões inquestionáveis e redescobrir pessoas, passados e segredos. A nossa revolução de que se fala tão pouco, os nossos heróis que foi feito deles?



Filme tipicamente europeu com o ritmo que apenas este tipo de filmes tem, a meu ver perfeito. Para alguns críticos lento ou parado. Mas ainda somos livres de ter a nossa própria opinião :)

http://www.nighttrain-film.com/

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Simplesmente Pizza Bar

Hoje trago-vos um clássico, um dos primeiros sítios de que me tornei fã e cliente regular desde que cá cheguei. 

Para mim, quando se fala em pizza há dois sítios obrigatórios em Lisboa: O Simplesmente e o Casanova (que ficará para um post futuro certamente). O primeiro quando apetece um conceito inovador de pizza e o segundo quando nos apetece voltar ao conforto dos sabores eternamente tradicionais.

O Simplesmente encontra-se plantado por entre ruas e ruelas do nosso tão típico Bairro Alto, sendo portanto o primeiro desafio encontrá-lo. Conselho de alguém que ja experienciou andar perdida até à exaustão em busca deste restaurante: levem a morada convosco!
Encontrada! A pequena e acolhedora pizzaria, de paredes laranja com variadas imagens a preto&branco ilustrando o país de origem do que aqui nos trás: as pizzas. Convém reservar, e se possível pedir para ficar na mesa à janela, onde podemos observar a vida do bairro passar; para além de nos candidatarmos a um fino de graça caso nos tenhamos de levantar para troca do barril – os barris são a base dos bancos nesta mesa.

Aqui o conceito é partilhar, não há fatias, nem talheres, nem "a minha pizza" – até porque a dimensão da mesa não permite várias pizzas em simultâneo. As pizzas chegam por ordem aleatória partidas em pequenos quadrados, sendo a ferramenta a utilizar os palitos que se distribuem pela sua superfície. Estimulando o convívio constante durante o jantar proporcionado pela partilha de um mesmo prato e pelo espectáculo de malabarismo que consiste tentar segurar os pequenos pedaços fugidios.


As pizzas são de massa finíssima de pontas estaladiças, especialidade do pizzaolo paquistanês. Os ingredientes são os mais diversos, não respeitando a regra italiana do máximo de 3 ingredientes. Alguns deles cozinhados antes de serem colocados na pizza, como é o caso da pizza Beringela em que a beringela é fatiada em finas rodelas que são fritas antes de irem ao forno, ou da pizza de chouriço com pimentos assados...hummm

Nestes últimos três anos já tive a oportunidade de percorrer quase todo o menu, de onde destaco:
Suprema - bacon & espargos
Farinheira - farinheira & frango
Bróculos - bróculos e catupiri - uma das favoritas até para os menos crentes
Firenze - principal ingrediente o alho francês
Eleganza - ricotta, tomate fresco, cebola, hortelã

...todas as pizzas são boas! É daqueles sítios onde podemos arriscar com a confiança de não falhar ;)

Nesta última visita eu e o meu comparsa pedimos um pão de alho com catupiri e uma pizza meia-meia de Firenze e Eleganza com uma salada mista. A acompanhar um belo fino, dos melhores que já vi tirar em Lisboa!... Experiência Simplesmente divinal, como sempre!

A Mónica e o Castelo estão de parabéns pela casa que criaram com óptimo ambiente e certamente com umas das melhores pizzas da cidade. Casa esta que celebrou este fim-de-semana 3 aninhos de existência. Simplesmente Parabéns!


Ideal para: everyday
Com: a dois ou em grupo (até 20 pessoas, mais o espaço não permite)
Comes & bebes: pizza
Mood: every mood from relax to party
Coordenadas: Bairro Alto
Budget: 10€ por pessoa (pizza partilhada)


Simplesmente Pizza Bar
Rua da Atalaia nº 108 
Bairro Alto, Lisboa
Simplesmentepizzabar@hotmail.com

horário: Seg-Ter 19h00 às 00h00 / Qui-Dom 19h00 às 02h00


domingo, 28 de julho de 2013

Lisboa Convida

O meu primeiro guia da cidade: Lisboa Convida. É uma revista de distribuição gratuita e semestral, que nos leva numa rota pelo comércio de rua e restauração Lisboeta.

Encontrei pela primeira vez a Convida no Doce Real, havia ainda uma Convida por cada zona da cidade que me fazia procurá-las por cafés e restaurantes por toda a cidade. Agora estão todas as zonas compiladas numa única edição.

Agarrem-na que a última edição já anda por aí...


sábado, 27 de julho de 2013

O Talho

Depois de uma semana por terras germânicas, nada como o conforto de uma refeição nacional, com os nossos melhores ingredientes combinados de forma surpreendente e inesperada.

Assim iniciei a minha viagem pela carne n'O Talho.

À entrada recebem-nos os néons vermelhos que escondem um restaurante. Mesmo sem reserva facilmente conseguimos mesa para dois...Aguardámos no talho ao lado de linguiças, hamburgueres, bifes, costeletas e rolos recheados de beringela assada (que fiquei com curiosidade de experimentar). Para os mais preguiçosos ou mais ocupados, além da carne (não fosse estarmos num talho) podem levar também os ingredientes já preparados: do esparregado, às batatas assadas e às obrigatórias batatas pala-pala fritas em azeite. Também encontramos o material necessário para nos tornarmos num autêntico Rei do Churrasco: é o molho de churrasco, é o picante especial da Tunísia, e o kit de carnes propriamente dito...Um sonho para o petisqueiro gourmet. 


A mesa está pronta, podemos avançar para a sala de jantar. A sala é confortável e, apesar do aspecto sofisticado do espaço, o ambiente é descontraído. Tal como gosto! A decoração é composta de um sem-número de peças alinhadas até à infinidade...atrás de mim está uma parede de garrafas de vidro de todas as formas e feitios, constituindo a principal fonte de luz do espaço, ainda há a parede de trituradores de carne, de caixas de vinho, e a própria garrafeira que perfaz a parede-garrafeira.

Começamos pelo cesto de pão, já ele surpreendente nos diversos sabores e texturas que contém – eu roubei os micro pães de queijo todos. Acompanha manteiga caseira e um leve e saboroso paté que nem restou para contar.

Aproxima-se agora o tabuleiro com os Srs Salgadinhos todos alinhados: os croquetes de cozido, os pastéis  de massa tenra,... dos restantes não me recordo pois apenas provei estes. Mornos de recheio suculento, simplesmente deliciosos.

Para o prato principal - não, não escolhi a viagem na carne - optei por uma das 5 opções de pratos principais. O Pato: chamuças de pato acompanhadas com risotto de chouriço e legumes. Já o meu comparsa ficou-se pelo Pho: rosbife oriental acompanhado pelos mais diversos ingredientes dos quais me recordo dos noodles de arroz. Tudo regado a Papa Figos.
Uma mistura de sabores surpreendente, daquelas que nos enchem os sentidos e nos elevam momentaneamente ao Éden. Esta é a beleza dos pequenos prazeres do dia-a-dia...


Para uma próxima visita testarei a secção do menu de Bifes - o do lado tão bom aspecto tinha....sobre a lousã ladeado por um monte desajeitado de batatas caseirissimas e salada. Ou, se houver coragem e barriga para tal, embarcarei pela Viagem na Carne composta por uma degustação de 5 pratos.

Para finalizar foi complicada a escolha entre o Crumble de Banana, o Crème Brulée e o Macaron de Caril...Ajudou-nos o simpático Sr que nos estava a atender, cuja sobremesa preferida era a primeira. E assim veio um pudim de banana, acompanhado por gelado, caramelo e granulado de amendoim. Fantástico!

Certamente para voltar! Ainda ficaram muitos sabores por explorar...

Ideal para: dia especial
Com: a dois ou em grupos pequenos
Comes & bebes: CARNE — do desejo insaciável de bife ao requinte de uma inovadora mistura de sabores
Mood: intimista, feeling special
Coordenadas: São Sebastião da Pedreira (em frente ao El Corte Inglés)
Budget: 30€ por pessoa (com salgadinhos de entrada, sobremesa partilhadas garrafa de vinho)


O Talho
Rua Carlos Testa 1
1050-406 Lisboa
213 154 105
http://otalho.pt/
otalho@otalho.pt

horário: Segunda a Sábado das 10h30 às 00h00



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Café Tati

Já sabe a fim-de-semana...aproximam-se os dois dias mais ansiados da semana! Dias de liberdade, descontração e leveza pura! Um dos sítios que já faz parte da minha rotina Domingueira é o Café Tati por espelhar na perfeição os meus sentimentos de fim-de-semana.

Ao dobrar a esquina, em frente ao mercado da Ribeira, encontra-se o discreto Cafe Tati. Típico rés-do-chão de arcos de pedra, paredes grossas e janelas com caixilharia de ferro, rasgadas de alto a baixo.
A decoração é descontraída...peças outrora abandonadas que agora compõem a harmonia de uma confortável sala de estar/jantar...cadeiras desaparceiradas cada uma ao seu estilo...fotos antigas de outras vidas já passadas, espalham-se pelas paredes em molduras e moldurinhas...loiceiros da minha avó e da tua também....tigelas de esmalte que aqui são candeeiros...bules de chá e galheteiros que são jarras de flores...e sempre com flores frescas a dar vida a cada mesa, não fossemos nós estar às portas do mercado da Ribeira. 
A atmosfera é convidativa a uma estadia mais prolongada.


Normalmente, chamam por mim as quiches. Mas não sem antes pedir uma entrada, seja ela sopa, gaspacho, queque de tomate seco ou rissol de leitão...arrisco sempre com a confiança de saber que tudo aqui é bom. Para matar as sedes, da caminhada que aqui me traz ou do ar dos dias mais quentes, peço um jarro de limonada. Entrada e bebida, passamos à tão esperada quiche. Chega ela, baixinha, morna e saborosa — das mais saborosas que já comi. Não fiquem intimidados com os "poucos" ingredientes que lhe dão nome como "quiche de cebola", são sempre os suficientes! E a quiche não vem só, está sempre acompanhada de uma salada bem temperada.


Para os que não vejam assim as fomes do corpo e da alma satifeitas, chega um novo ponto alto da refeição: a tarte tartin de banana ou de maçã. Óptima, não há adjectivos para a descrever, adianto apenas que vem acompanhada de uma generosa bola de gelado de baunilha contrastando o sabor quente, doce e caramelizado da tarte.

Resumir o Café Tati apenas a uma refeição chega a tocar o despeitoso! São variadas as características que me fazem fã deste café:
- curto e descontraído menu — ainda assim completo desde a tosta ao prato completo, desde o brunch ao lunch, lanche e janta!— onde tudo é óptimo e servido às mais diversas horas...perfeito para a minha rotina anárquica de fim-de-semana!
- sem necessidade de reservas (talvez pelo tardar da minha hora) que me desconcertam o fim-de-semana e roubam a liberdade de não-organização temporal
- as actividades culturais diversas — sim porque já tropecei numa exposição de pintura da Universidade Sénior, onde os alunos expunham os seus esmerados trabalhos e celebravam o final de um ano de sucessos e muita diversão
- e por último os Concertos à borliù!!! Com que me deparei ontem à noite e que me mostrou uma nova faceta do meu querido Café, que agora certamente irá entrar na minha rota nocturna também!


Ideal para: dia e noite, faça frio ou faça sol
Com: só ou acompanhado (como se estivesses em casa)
Comes & bebes: comida leve, quiche e tarte tartin
Mood: weekend ou party
Coordenadas: Cais do Sodré (em frente ao Mercado da Ribeira)


Café Tati
Rua da Ribeira Nova 36
1200-479 Lisboa
213 461 279
http://cafetati.blogspot.pt
cafetatilisboa@gmail.com

horário: Terça a Domingo (11:00 à 01:00)